(E, porque estamos na primavera, ninho já previamente
feito e montado, só resta a compamhia da pássara vadia em fortuito e incerto
leito para deleite sibilino do pássaro, mas as formiguinhas inteligentes e
vigilantes estarão sempre atentas ao ataque do intruso formigão... e...deixem chilrear
a pássara até à exaustão ..! Que favo de mel tão bonito!)
Elas
abundam nas aldeias, vilas, cidades e povoam montes, vales, planícies e
planaltos com clima adequado e doce, sempre muito sóbrias carregam canseiras
mil, que no dizer dos biólogos e cientistas da nossa e estrangeira praça e de
acordo com o seu genoma ou código genético não têm tempo para grandes aventuras
e pensamentos, diversão ou fornicação, sabe-se lá, porquê.
Bem gostariam de usufruir de umas férias como nós ou como alguns de nós, penso eu, à maneira portuguesa ou outra, idealizadas em paraísos tropicais e estâncias paradisíacas ou então em ambientes quentes e mediterrânicos como as suas irmãs e actuais amigas, conviver e conhecer outras diferentes raças e por que não, outras culturas mais evoluídas e miscigenizadas, (estamos no terceiro milénio, meninas!) cujo desconhecimento, rotina, comodismo e determinismo histórico imposto, não lhes permite (tipo dos aventureiros ferozes e patrióticos cá de casa como o Afonso de Castela e Guimarães, o genealógico, bravio e destemido terceiro Afonso dos Algarves e outros que tais e para que não fiquem tristes, também os chamados Vasco, Pedro, Sebastião, Cristóvão e já agora, o grande e imortal Luís mirolho a quem quase, por praga, todos os arcebispos, clérigos, santos e santas da praça e pecadores do reino, muito injustamente lhe chamaram, “o coita… dinho do pão dos pobres”, mas muito arrependidos e hoje autoritariamente arrogantes tantos e em cantos muitos, lhe chamam com o nó na garganta e a lágrima na ponta do olho, “o coita…dão de Portugal”.
Recentemente Saramago e tantos outros, todos de grande renome e envergadura nacional e internacional e quão tão pouco letrados alguns e outros de mil presunções, que o diga a história pátria recontada às criancinhas futuras berberes e reis do burgo, pois é sensual que são consideradas figuras nacionais e exemplares de um tempo quase único e singular, enfim, dar o salto no desconhecido e incerto e sair da quotidiana brandura, mesmo que reduzida seja a liberdade, imitando vaidosamente qualquer cidadão, pária ou pessoa vulgar que as merece.
Mas, este sonho é apenas uma miragem que idealizaram no seu peregrinar laborioso e constante e constata-se hoje que a sua fantasia é inconcebível e eternamente adiada.
Paciência! Trabalhem, meninas, enquanto outros vão e vêm de férias gozando atavicamente os seus segredos guardados em cofres invioláveis e fantásticos.
Mas, não se zanguem, amiguinhas. Também não me esqueci do vosso musculado, treinado e arrogante protector formigão.
Anda tão divertido, distraído e azafamado que até parece insensível. Provavelmente movido por canseiras mais ordinárias e extravagantes. O seu sentido rema em sentido diferente do vosso.
Afinal, até me tenho interrogado com frequência, se a vossa direcção é a que está mais certa e a dos outros, porventura, errada.
É verdade ou é mentira?
Aquele limita-se a ser um verdadeiro chinfrineiro, mas não inovador da ociosidade salutar. É campeão e maratonista de pontes, auto-estradas e ruelas nas horas livres. Altivo como a capital e faiscante como um relâmpago no areópago democrático. Um verdadeiro e impressionante gentleman de facetas várias. Sapiente com a ignorância e altivo com a inteligência mais desenvolvida. Um exemplar manda-chuva em tempos de rigoroso inverno e muito contido em tempo estival. Um dogmático, diga-se um demiurgo da demagogia grega, pitonisa sem altar. O seu púlpito tem muitos receptores e espectadores, no entanto, muitos são nécios de nascença ou analfabetos funcionais, doenças que segundo alguns cientistas conduzirão precocemente à degenerescência.
Não quer ser dos últimos nem dos fracos, desses não reza ou rezará a história. Apregoa muita água, mas o diligente S. Pedro fecha a torneira…
Se não vejamos, apenas alguns exemplos:
. Onde está tudo limpo, aparece de repente tudo porco!
. Onde há água cristalina e pura, aparece turva e contaminada!
. Onde o rio nasce, morre prematuro!
. Quando a criança sorri logo tolda o rosto!
. Quando o jovem ou adulto discute logo rotula!
. Quando quer ter férias diz que há muito mais trabalho!
. Quando o passeio está livre estaciona o carro!
. Quando quer inovar logo reforma!
. Quando quer dinheiro aumenta o spraed!
. Quando ri põe a chorar!
. Quando canta e grita é amordaçado!
. Quando reivindica é comunista!
. Quando é crente e católico vai a Fátima!
. Quando é morto está vivo!
. Quando é doutor…dizem que é Engenheiro!
. Quando é engenheiro (?) dizem que é ministro!
. Quando é…é…é…é!
. Quando não é por mim é contra mim!
. Quando corre vento há tempestade!
. Quando não sorri está doente!
. Quando é católico não é protestante!
. Quando é filho de deus não é do diabo!
. Quando é político não é democrata!
. Quando é rico não é pobre!
. Quando é muito pobre tem dinheiro!
. Quando é pai dizem que é filho da…
Etc… Etc… Etc… e tal!
Bem gostariam de usufruir de umas férias como nós ou como alguns de nós, penso eu, à maneira portuguesa ou outra, idealizadas em paraísos tropicais e estâncias paradisíacas ou então em ambientes quentes e mediterrânicos como as suas irmãs e actuais amigas, conviver e conhecer outras diferentes raças e por que não, outras culturas mais evoluídas e miscigenizadas, (estamos no terceiro milénio, meninas!) cujo desconhecimento, rotina, comodismo e determinismo histórico imposto, não lhes permite (tipo dos aventureiros ferozes e patrióticos cá de casa como o Afonso de Castela e Guimarães, o genealógico, bravio e destemido terceiro Afonso dos Algarves e outros que tais e para que não fiquem tristes, também os chamados Vasco, Pedro, Sebastião, Cristóvão e já agora, o grande e imortal Luís mirolho a quem quase, por praga, todos os arcebispos, clérigos, santos e santas da praça e pecadores do reino, muito injustamente lhe chamaram, “o coita… dinho do pão dos pobres”, mas muito arrependidos e hoje autoritariamente arrogantes tantos e em cantos muitos, lhe chamam com o nó na garganta e a lágrima na ponta do olho, “o coita…dão de Portugal”.
Recentemente Saramago e tantos outros, todos de grande renome e envergadura nacional e internacional e quão tão pouco letrados alguns e outros de mil presunções, que o diga a história pátria recontada às criancinhas futuras berberes e reis do burgo, pois é sensual que são consideradas figuras nacionais e exemplares de um tempo quase único e singular, enfim, dar o salto no desconhecido e incerto e sair da quotidiana brandura, mesmo que reduzida seja a liberdade, imitando vaidosamente qualquer cidadão, pária ou pessoa vulgar que as merece.
Mas, este sonho é apenas uma miragem que idealizaram no seu peregrinar laborioso e constante e constata-se hoje que a sua fantasia é inconcebível e eternamente adiada.
Paciência! Trabalhem, meninas, enquanto outros vão e vêm de férias gozando atavicamente os seus segredos guardados em cofres invioláveis e fantásticos.
Mas, não se zanguem, amiguinhas. Também não me esqueci do vosso musculado, treinado e arrogante protector formigão.
Anda tão divertido, distraído e azafamado que até parece insensível. Provavelmente movido por canseiras mais ordinárias e extravagantes. O seu sentido rema em sentido diferente do vosso.
Afinal, até me tenho interrogado com frequência, se a vossa direcção é a que está mais certa e a dos outros, porventura, errada.
É verdade ou é mentira?
Aquele limita-se a ser um verdadeiro chinfrineiro, mas não inovador da ociosidade salutar. É campeão e maratonista de pontes, auto-estradas e ruelas nas horas livres. Altivo como a capital e faiscante como um relâmpago no areópago democrático. Um verdadeiro e impressionante gentleman de facetas várias. Sapiente com a ignorância e altivo com a inteligência mais desenvolvida. Um exemplar manda-chuva em tempos de rigoroso inverno e muito contido em tempo estival. Um dogmático, diga-se um demiurgo da demagogia grega, pitonisa sem altar. O seu púlpito tem muitos receptores e espectadores, no entanto, muitos são nécios de nascença ou analfabetos funcionais, doenças que segundo alguns cientistas conduzirão precocemente à degenerescência.
Não quer ser dos últimos nem dos fracos, desses não reza ou rezará a história. Apregoa muita água, mas o diligente S. Pedro fecha a torneira…
Se não vejamos, apenas alguns exemplos:
. Onde está tudo limpo, aparece de repente tudo porco!
. Onde há água cristalina e pura, aparece turva e contaminada!
. Onde o rio nasce, morre prematuro!
. Quando a criança sorri logo tolda o rosto!
. Quando o jovem ou adulto discute logo rotula!
. Quando quer ter férias diz que há muito mais trabalho!
. Quando o passeio está livre estaciona o carro!
. Quando quer inovar logo reforma!
. Quando quer dinheiro aumenta o spraed!
. Quando ri põe a chorar!
. Quando canta e grita é amordaçado!
. Quando reivindica é comunista!
. Quando é crente e católico vai a Fátima!
. Quando é morto está vivo!
. Quando é doutor…dizem que é Engenheiro!
. Quando é engenheiro (?) dizem que é ministro!
. Quando é…é…é…é!
. Quando não é por mim é contra mim!
. Quando corre vento há tempestade!
. Quando não sorri está doente!
. Quando é católico não é protestante!
. Quando é filho de deus não é do diabo!
. Quando é político não é democrata!
. Quando é rico não é pobre!
. Quando é muito pobre tem dinheiro!
. Quando é pai dizem que é filho da…
Etc… Etc… Etc… e tal!
Afinal, em que ficamos? Diz-me, tu, irmão Francisco!
Bem, meninas formiguinhas o melhor é recolherem-se, hibernarem, pois o inverno está prestes a chegar e o clima cá fora está a ficar cada vez mais doentio e segundo divulgam nos meios de comunicação social, os intrusos a todo o momento poderão chegar, se já não chegaram.
Não pensem mais no formigão! Ele apenas limita-se a papar moscas!
Mandem-no passear. Raspa-te!
Mas, protejam-se, pois os próximos tempos serão difíceis.
Coragem!
Não tenham medo!
Oh, ai, ó lindas!
Oh, ai, ó lindas!
Joaquim Afonso
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