A TRAVE D´OURO e A TRAVE DE PESTE…
(reminiscências ancestrais de lendas celtiberas/mouriscas ou advento apocalíptico de milagres de santa em capela algures…)
A nossa simpática e adorada tia Emília Afonso (que me desculpem as outras minhas queridas tias, que já cantam as maravilhas da criação, algures...) e para mim, do que mais simples e genuíno existe no povo anónimo e inteligente da terra, às vezes bastante rabugenta e a tremelicar por quase todos os cantos da casa, farta de nos ver a brincar e ouvir as gritarias e berros e de nos aturar de quanto endiabrados e irrequietos estávamos, ao fim de um longo e aventureiro dia, pois a paciência e a bondade esgotavam-se lentamente. Digo-o à distância de alguns anos, pois já não nos vê, não nos ouve ou fala como.
Nós, a não a vermos e ouvi-la, sabemos que muitas horas da sua existência e apesar de ainda hoje gostássemos muito de a ver e ouvir atentamente as suas enigmáticas e mirabolantes histórias, era chamada minha e nossa tia Emília Afonso, irmã do meu querido pai Domingos Afonso (que Deus haja, espero credulamente que sim!) e que sempre viveu na sua e nossa humilde e bastante comprida casa, herdada pelo meu pai do seu pai, bem como, seus quintais e adereços adjacentes e dispersos, sobejamente paga e bem paga pelos meus progenitores.
Soube mais tarde, aos 7 herdeiros do meu avô paterno, José Afonso de nome, casado com Maria de Jesus Cardoso, do lugar de Soutelo, "in illo tempore” e da sua jovem mulher e minha futura mãe, da nossa família de antanho, conhecida pelo nome de Elvira Gonçalves, do lugar de S. Miguel do Monte ( diga-se, de San Michel del Monte, pois é mais bonito...).
Freguesia lá do alto e relativamente próxima, mas para os vizinhos e amigos, a senhora Virinha do Afonso, (que Deus haja, espero credulamente que sim!) conhecida no povoado pelo insistente e contínuo árduo trabalho e generosidade. Para além de cuidar da sua amada e tenra prole, dizia eu e diz o povo, sem pretensões, claro está, tinha herdado algum património dos generosos progenitores à semelhança do seu irmão, no lugar de Vilarelho, em Serafão, contava-nos na infância e ainda na juventude imensas e delirantes histórias que nos deixavam boquiabertos e estupefactos.
A minha mãe e o meu pai ocupavam muitas horas do seu dia e até altas horas da noite a trabalhar na lavoura, agricultura, juntamente com outros trabalhadores e jornaleiros, como se dizia na altura e o tempo infelizmente escasseava para nos mimar e contar histórias.
Por vezes e foram imensas vezes, ao escurecer do dia e já alta noite com as diversas e variadas candeias de azeite acesas e com as torcidas a trepidar e muito carbonizados, os pavios a acusar iminente apagão para futura escuridão de breu e os lampiões a fumegar com o precário e incandescente petróleo, antes da ceia. A casa quase sempre cheia de gente que trabalhou durante o dia nas suas minifundiárias e reduzidas propriedades e estafados da labuta, conversavam um pouquinho connosco uns sentados e reunidos à lareira e outros de pé, mas o cansaço e o sono acabariam por deixar as histórias a meio e para o dia seguinte.
Muito sonolentos e cansados das traquinices diárias e diga-se de algum trabalho de ajuda disperso e dispersos, sobretudo com os diversos animais do terráqueo paraíso, não resistíamos a tamanha preguiça e exaustão e acabávamos por adormecer aqui e ali, no escano, cadeiras toscas e bancos da casa, junto e bem de frente à rubra e fumegante lareira.
Até os delgados e esqueléticos chouriços muito noctívagos e aberrantes enchidos e outros por encher futuramente, guardiães da casa e do templo não pagão, fumegantes alguns e ligeiramente espremidos outros, à nascença, mas categoricamente nocturnos e disponíveis pelas suaves e engenhosas mãos calejadas e unhas denegridas e maltratadas, mas muito saborosos apesar disso, pelo dedicado trabalho, muitas e muitas chouriças penduradas e belas, artisticamente suspensas, quais paraquedistas perdidos algures e em apuros vertiginosos e apetitosos.
Suspensos em semi-enferrujados pregos na regular e irregular tábua de madeira de castanheiro velho, a tender para o preto suspensa das alturas fumegantes e fumaradas, barrigudos salpicões atrevidos e para já não falar de alguns obesos e tradicionais presuntos na abonada e extensa chaminé abarrotada até aos limites da sua capacidade.
E, era, assim, assim, claro ou escuro!
Acontecia que minha mãe ao ver os seus tenros e muito queridos rebentos dormindo profundamente ou com pena ou cansada, de tanto trabalhar na quinta, porque as suas frágeis e já doridas pernas com algumas e visíveis mazelas ou varizes salientes, não aguentavam o peso do seu sôfrego e efémero corpo.
Embrulhava-nos em mantas de lã de ovelha feitas na casa ou mandadas fazer de encomenda à conhecida tecedeira do lugar. Creio que de nome Albertina Mota e depois de muito carpeadas e urdidas à maneira do tempo, mas muito caseiras e genuínas, depois de devidamente aquecidas na lareira por entre potes e outras peças de roupa tecidas pela senhora Maria tecedeira, mulher do senhor David, a quem nós, diga-se, eu e meus irmãos mais atrevidos e outros meninos do lugar, chamávamos simpática e ironicamente o “Espreita Aviões”.
Talvez pela sua postura de andar sempre com a cabeça e olhos virados para o céu e para as nuvens invisíveis, quem sabe, à procura de milagres e prodígios insólitos, diga-se, agora, mas mulher que sempre conheci vestida de muita roupa preta e demasiado comprida para a minha altura e que vivia no sítio chamado Carvalho da Fonte, a umas dezenas de metros acima da nossa casa e a meio do lugarejo… e penso que carinhosamente nos envolvia no seu regaço, um a um, colocando-nos depois nas várias camas existentes na casa.
Depois, penso que iria descansar…sonhar...descansar...
E, lá, com mais algum conforto, dormíamos pia e santamente a noite até à manhã do dia seguinte…
E, era só dormir...sonhar…sonhar...sonhar...
Mas, a minha tia contava com grande convicção e pedagogia surpreendente e inédita para mim e muito mais humilde e magistral, que a deste simples e seu grande admirador terráqueo.
Frutífera ou infrutiferamente “in gaudio”, que havia e ainda há, na Costa de Paredes, a caminho dos montes de Vilarelho e do monte do Outeiro e nos montes distantes dos Lameiros, próximo da capela pseudo-imaginária por líricos imaturos e intelectuais prematuros da recente universidade da brácara augusta próxima, diga-se, da famosa UM, estrebaria mal ou bem cheirosa, ancestral ou remota de antanho, mas invisível aos olhos muito míopes e… sobretudo dos arqueólogos e investigadores de arcas perdidas e minas insipientes e inexistentes, mas a denominada Santa Cristina d´Agrela, o histórico, solitário e diluviano penedo qual esfinge sem deserto e sem camelos, observando estática e passivamente as belas paisagens das redondezas bem como o caminho muito tortuoso, pedregoso e íngreme a subir para o lugar de Casal de Estime, uma ancestral e denominada Trave d'ouro e outra denominada, atrevida ou pestilenta Trave de peste que existe e sempre existirá.
Os arqueólogos e investigadores da confortável e moderna cidade bracarense mimeticamente cansados pela observação da paisagem ou desdenhando da súbita e louca subida e descida fácil e facilitada por entre pedras rudes da calçada e os caminhos tortuosos do monte, facilmente desistiram não se assemelhando em audácia e tenacidade para não dizer em esforço intelectual e heróico, aos seus antepassados celtas e celtiberos paridos e posteriormente misturados de afonsinos celto - romanizados!
Contentaram-se, na altura, em fazer o levantamento triunfal de um reles e granítico penico onde toda a população e pessoas das redondezas mijavam e cagavam abundantemente, perdão, depois de comerem jabardamente as belas e duras castanhas do souto e em forma rectangular à maneira egípcia, depois de assar e assar muitas e muitas castanhas ou castanholas, ovelhas, cabras e cabritos... ou outras coisas… em abono da verdade e tida como idónea e histórica em terras mais planas e de índole mais acessível.
Afinal, o que é o tesouro, o famoso achado arqueológico e onde se encontra guardado a sete chaves...
Valha-nos Deus e diz o povo que foi por amor à cultura e ciência!
Dizia-nos, então, minha tia, peremptória e abissalmente que para chegar à Trave d'ouro era preciso explorar os montes e vales com muito esforço e engenho e entrar nas profundezas da misteriosa Trave de peste. Nós, muito curiosos e de olhos em bico, fazíamos perguntas creio que muito estúpidas e ingénuas.
E, prosseguia, dizendo com os olhos muito bem abertos e fixos para nós que fulminavam os nossos, a tez da sua pele muito alba, mas creio muito feliz pela prole do seu prezado irmão, rodeada e acarinhada por gatos, cães e alguns pitos atrevidos e curiosos e havia um preto e comprido muito especial e já muito ancião e carinhoso que lhe fazia ao colo muitas festinhas na cara e nos cabelos esbranquiçados e muito compridos, uns grandes e pretos e outros matizados.
Aquase sempre entre o corredor da varanda e do seu quarto próximo, os seus olhos de deslumbrantes brilhos o diziam a sorrir, face muito risonha, cabelos ainda mais belos para a sua idade, que serpenteavam o seu vetusto busto, pretos de nascença e alguns já matizados de branco como sempre a conheci e com a boca e lábios carnudos e desmedidamente abertos ao ponto de se ver a falha já dos dentes laterais e posteriores, pois eram as consequências nefastas da sua provecta e senil idade e os cuidados de saúde inexistentes lhe não proporcionavam chegar à trave de peste e que era preciso ter muito cuidado, pois o fedor seria tanto que contaminaria tudo e todos em redor e ainda mais, dizimaria as pessoas, plantas e animais.
Afinal, a minha e nossa tia, mulher de inexplicável e sapiente imaginação e de grandes aventuras como todos os da sua família mais próxima, preferiu, se calhar, comer um chouriço da sua e nossa quente lareira que comprar um porco estranho e bem nutrido!
Afinal, porque precisaria de comprar um porco por causa de um chouriço?
Nós, bastante surpreendidos e assustados começávamos a ficar um pouco aterrados e com os cabelos em pé!
Afinal, nesta idade e neste tempo, como ainda te vou compreendendo à distância destes anos, pois a Trave d'ouro e a Trave de peste por lá existe e no mesmo local à espera de aventureiros destemidos, sonhadores e audazes!
Mas, a tua escrita e assinatura, tia Emília, era muito legível e maravilhosa, desenhava o teu encanto e o teu sonho e ouvir a tua leitura insistente me admirava bem como as tuas encantadoras histórias…
Que saudades!
Afinal, quem te ensinou o que eu nunca consegui aprender?
Mas, quem se atreverá a encontrá-las?
E, tu, relíquia ancestral do meu e nosso povo onde te refugiaste?
A minha mãe e o meu pai ocupavam muitas horas do seu dia e até altas horas da noite a trabalhar na lavoura, agricultura, juntamente com outros trabalhadores e jornaleiros, como se dizia na altura e o tempo infelizmente escasseava para nos mimar e contar histórias.
Por vezes e foram imensas vezes, ao escurecer do dia e já alta noite com as diversas e variadas candeias de azeite acesas e com as torcidas a trepidar e muito carbonizados, os pavios a acusar iminente apagão para futura escuridão de breu e os lampiões a fumegar com o precário e incandescente petróleo, antes da ceia. A casa quase sempre cheia de gente que trabalhou durante o dia nas suas minifundiárias e reduzidas propriedades e estafados da labuta, conversavam um pouquinho connosco uns sentados e reunidos à lareira e outros de pé, mas o cansaço e o sono acabariam por deixar as histórias a meio e para o dia seguinte.
Muito sonolentos e cansados das traquinices diárias e diga-se de algum trabalho de ajuda disperso e dispersos, sobretudo com os diversos animais do terráqueo paraíso, não resistíamos a tamanha preguiça e exaustão e acabávamos por adormecer aqui e ali, no escano, cadeiras toscas e bancos da casa, junto e bem de frente à rubra e fumegante lareira.
Até os delgados e esqueléticos chouriços muito noctívagos e aberrantes enchidos e outros por encher futuramente, guardiães da casa e do templo não pagão, fumegantes alguns e ligeiramente espremidos outros, à nascença, mas categoricamente nocturnos e disponíveis pelas suaves e engenhosas mãos calejadas e unhas denegridas e maltratadas, mas muito saborosos apesar disso, pelo dedicado trabalho, muitas e muitas chouriças penduradas e belas, artisticamente suspensas, quais paraquedistas perdidos algures e em apuros vertiginosos e apetitosos.
Suspensos em semi-enferrujados pregos na regular e irregular tábua de madeira de castanheiro velho, a tender para o preto suspensa das alturas fumegantes e fumaradas, barrigudos salpicões atrevidos e para já não falar de alguns obesos e tradicionais presuntos na abonada e extensa chaminé abarrotada até aos limites da sua capacidade.
E, era, assim, assim, claro ou escuro!
Acontecia que minha mãe ao ver os seus tenros e muito queridos rebentos dormindo profundamente ou com pena ou cansada, de tanto trabalhar na quinta, porque as suas frágeis e já doridas pernas com algumas e visíveis mazelas ou varizes salientes, não aguentavam o peso do seu sôfrego e efémero corpo.
Embrulhava-nos em mantas de lã de ovelha feitas na casa ou mandadas fazer de encomenda à conhecida tecedeira do lugar. Creio que de nome Albertina Mota e depois de muito carpeadas e urdidas à maneira do tempo, mas muito caseiras e genuínas, depois de devidamente aquecidas na lareira por entre potes e outras peças de roupa tecidas pela senhora Maria tecedeira, mulher do senhor David, a quem nós, diga-se, eu e meus irmãos mais atrevidos e outros meninos do lugar, chamávamos simpática e ironicamente o “Espreita Aviões”.
Talvez pela sua postura de andar sempre com a cabeça e olhos virados para o céu e para as nuvens invisíveis, quem sabe, à procura de milagres e prodígios insólitos, diga-se, agora, mas mulher que sempre conheci vestida de muita roupa preta e demasiado comprida para a minha altura e que vivia no sítio chamado Carvalho da Fonte, a umas dezenas de metros acima da nossa casa e a meio do lugarejo… e penso que carinhosamente nos envolvia no seu regaço, um a um, colocando-nos depois nas várias camas existentes na casa.
Depois, penso que iria descansar…sonhar...descansar...
E, lá, com mais algum conforto, dormíamos pia e santamente a noite até à manhã do dia seguinte…
E, era só dormir...sonhar…sonhar...sonhar...
Mas, a minha tia contava com grande convicção e pedagogia surpreendente e inédita para mim e muito mais humilde e magistral, que a deste simples e seu grande admirador terráqueo.
Frutífera ou infrutiferamente “in gaudio”, que havia e ainda há, na Costa de Paredes, a caminho dos montes de Vilarelho e do monte do Outeiro e nos montes distantes dos Lameiros, próximo da capela pseudo-imaginária por líricos imaturos e intelectuais prematuros da recente universidade da brácara augusta próxima, diga-se, da famosa UM, estrebaria mal ou bem cheirosa, ancestral ou remota de antanho, mas invisível aos olhos muito míopes e… sobretudo dos arqueólogos e investigadores de arcas perdidas e minas insipientes e inexistentes, mas a denominada Santa Cristina d´Agrela, o histórico, solitário e diluviano penedo qual esfinge sem deserto e sem camelos, observando estática e passivamente as belas paisagens das redondezas bem como o caminho muito tortuoso, pedregoso e íngreme a subir para o lugar de Casal de Estime, uma ancestral e denominada Trave d'ouro e outra denominada, atrevida ou pestilenta Trave de peste que existe e sempre existirá.
Os arqueólogos e investigadores da confortável e moderna cidade bracarense mimeticamente cansados pela observação da paisagem ou desdenhando da súbita e louca subida e descida fácil e facilitada por entre pedras rudes da calçada e os caminhos tortuosos do monte, facilmente desistiram não se assemelhando em audácia e tenacidade para não dizer em esforço intelectual e heróico, aos seus antepassados celtas e celtiberos paridos e posteriormente misturados de afonsinos celto - romanizados!
Contentaram-se, na altura, em fazer o levantamento triunfal de um reles e granítico penico onde toda a população e pessoas das redondezas mijavam e cagavam abundantemente, perdão, depois de comerem jabardamente as belas e duras castanhas do souto e em forma rectangular à maneira egípcia, depois de assar e assar muitas e muitas castanhas ou castanholas, ovelhas, cabras e cabritos... ou outras coisas… em abono da verdade e tida como idónea e histórica em terras mais planas e de índole mais acessível.
Afinal, o que é o tesouro, o famoso achado arqueológico e onde se encontra guardado a sete chaves...
Valha-nos Deus e diz o povo que foi por amor à cultura e ciência!
Dizia-nos, então, minha tia, peremptória e abissalmente que para chegar à Trave d'ouro era preciso explorar os montes e vales com muito esforço e engenho e entrar nas profundezas da misteriosa Trave de peste. Nós, muito curiosos e de olhos em bico, fazíamos perguntas creio que muito estúpidas e ingénuas.
E, prosseguia, dizendo com os olhos muito bem abertos e fixos para nós que fulminavam os nossos, a tez da sua pele muito alba, mas creio muito feliz pela prole do seu prezado irmão, rodeada e acarinhada por gatos, cães e alguns pitos atrevidos e curiosos e havia um preto e comprido muito especial e já muito ancião e carinhoso que lhe fazia ao colo muitas festinhas na cara e nos cabelos esbranquiçados e muito compridos, uns grandes e pretos e outros matizados.
Aquase sempre entre o corredor da varanda e do seu quarto próximo, os seus olhos de deslumbrantes brilhos o diziam a sorrir, face muito risonha, cabelos ainda mais belos para a sua idade, que serpenteavam o seu vetusto busto, pretos de nascença e alguns já matizados de branco como sempre a conheci e com a boca e lábios carnudos e desmedidamente abertos ao ponto de se ver a falha já dos dentes laterais e posteriores, pois eram as consequências nefastas da sua provecta e senil idade e os cuidados de saúde inexistentes lhe não proporcionavam chegar à trave de peste e que era preciso ter muito cuidado, pois o fedor seria tanto que contaminaria tudo e todos em redor e ainda mais, dizimaria as pessoas, plantas e animais.
Afinal, a minha e nossa tia, mulher de inexplicável e sapiente imaginação e de grandes aventuras como todos os da sua família mais próxima, preferiu, se calhar, comer um chouriço da sua e nossa quente lareira que comprar um porco estranho e bem nutrido!
Afinal, porque precisaria de comprar um porco por causa de um chouriço?
Nós, bastante surpreendidos e assustados começávamos a ficar um pouco aterrados e com os cabelos em pé!
Afinal, nesta idade e neste tempo, como ainda te vou compreendendo à distância destes anos, pois a Trave d'ouro e a Trave de peste por lá existe e no mesmo local à espera de aventureiros destemidos, sonhadores e audazes!
Mas, a tua escrita e assinatura, tia Emília, era muito legível e maravilhosa, desenhava o teu encanto e o teu sonho e ouvir a tua leitura insistente me admirava bem como as tuas encantadoras histórias…
Que saudades!
Afinal, quem te ensinou o que eu nunca consegui aprender?
Mas, quem se atreverá a encontrá-las?
E, tu, relíquia ancestral do meu e nosso povo onde te refugiaste?
Enfim, muito obrigado, tia Emília Afonso!
Joaquim Afonso
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